A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) receberá até 30 de outubro de 2026 contribuições para uma proposta que visa retirar componentes de PIS/Pasep e Cofins dos contratos de energia elétrica.
A intenção é ajustar os preços regulados em sintonia com a reforma tributária, prevenindo que encargos antigos permaneçam nos cálculos após as mudanças tributárias.
Essa consulta pública é um passo importante para garantir que os contratos de geração e comercialização de energia elétrica reflitam as novas regras tributárias e evitem distorções nos custos repassados aos consumidores.
Objetivo da consulta pública
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) está promovendo uma consulta pública até o dia 30 de outubro de 2026 para discutir a retirada de encargos de PIS/Pasep e Cofins de contratos de energia elétrica. Essa medida tem como objetivo adequar os preços regulados às novas regras tributárias e assegurar que as cobranças antigas não permaneçam nos cálculos, especialmente após as recentes mudanças na legislação tributária.
A consulta é voltada para um ajuste que ainda não se traduziu em descontos automáticos nas contas de luz, mas que visa garantir que as futuras cobranças sejam justas e transparentes. As contribuições podem ser enviadas para o e-mail [email protected], dentro do período estipulado.
Contratos afetados pelo ajuste tributário
A proposta da ANEEL abrange contratos regulados de geração e comercialização de energia elétrica, além de encargos setoriais. O foco principal são os contratos que foram formados com valores fixados antes de 16 de janeiro de 2025, que não consideravam as condições da reforma tributária que foram regulamentadas posteriormente.
Para os contratos celebrados após essa data, a ANEEL considera que os fornecedores já levaram em conta as novas regras ao формular suas propostas comerciais, não sendo necessário aplicar as mesmas exclusões. A proposta de retirada dos encargos de PIS/Cofins considera percentuais que variam entre 3,65% para o regime cumulativo e 9,25% para o regime não cumulativo, não garantido que haja uma redução proporcional no valor da conta de energia.
A ANEEL justifica essa ação pela necessidade de evitar distorções nas contas dos consumidores e assegurar que não haja cobranças indevidas. Além disso, a implementação das alterações não exigirá aditivos contratuais individuais, pois as correções são parte de uma obrigação legal de reequilíbrio que pode ser realizada sem renegociações. O processo contará com a participação de diversas entidades do setor elétrico, como a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e as distribuidoras envolvidas.
Os interessados em participar da consulta pública devem fazer suas manifestações identificando a Consulta Pública 039/2026, apresentando sugestões sobre as adequações necessárias. A ANEEL irá analisar as contribuições recebidas antes de definir os próximos passos a serem tomados na implementação das alterações sugeridas.

Estudante em Jornalismo, Especialista em Oratória e Redador do site PortalAgenda7.com.br. Mãe de 3 gatos sou eterno conhecimento.



